terça-feira, 11 de junho de 2013

Teimosia.

É engraçado como, às vezes, a gente deixa as coisas controlarem a gente. E aí a gente sofre pra caramba por isso, por não sermos donas de nossa vontade por completo, porque deixamos coisas pequenas ditarem o que queremos ou não.
Tá, comecei o post com essa beleza poética por um motivo específico: eu realmente coloquei na minha cabeça que dessa vez eu não vou deixar essa porcaria de compulsão me vencer DE JEITO NENHUM. E eu sou teimosa, porque eu sempre consegui o que quis e com certeza não vou parar agora.

Depois de um fim de semana tenso, com muito desânimo e depressão, decidi que ia começar a semana de uma forma diferente. A segunda feira ainda não me fez sentir o maior orgulho do mundo, apesar d'eu reconhecer que deixei a gula me controlar bem menos do que normalmente acontece. Enfim, à noite minha mãe fez costela para a janta. E eu logo imaginei que meus planos de começar a segunda feira decentemente tinham acabado de ir por ralo abaixo, até porque eu sempre sinto mais fome na janta do que no restante do dia. No entanto, com toda minha força de vontade, conseguir contornar a vontade de comer, deixar a minha fome ser maior que a minha vontade de comer. Claro que costela não é a coisa mais saudável do mundo... Mas enchi meu prato de salada, coloquei a quantidade o suficiente para que a minha fome passasse e não para comer enlouquecidamente. E consegui! Comi apenas o necessário. E eu sei que já falei "necessário" duzentas vezes nesse post, mas eu estou realmente feliz comigo mesma. Depois que eu terminei o prato, acabei comendo um pedacinho de nada a mais, por olho grande... Mas tudo bem, afinal, ninguém muda hábitos de uma vida inteira de uma hora pra outra, certo?

E essa tinha sido minha vitória até então. Como eu disse no primeiro post, tenho sofrido de insônia ultimamente e meu horário de dormir está toooodo errado. Então, depois da janta, que foi por volta das 23hs, ainda tinha o resto da madrugada pela frente. Não preciso nem dizer que eu fiquei desesperada, né?
Depois de uma janta que foi, o máximo que se pode dizer, controlada, ainda teria o resto da noite para me controlar. Lá pras 2 da manhã comecei a ficar com muita fome. E comecei a suar frio quando fui à geladeira procurar algo pra comer... Mas consegui contornar isso, também! Como disse no texto anterior, eu realmente não preciso de muita comida pra matar a fome. Só que eu me acostumei a comer muito, porque minha mãe encutiu na minha cabeça o tal "prazer de comer". Enfim, falarei disso mais pra frente.

Tomei um chamyto e quatro biscoitos de cream cracker. Geralmente, à noite, comeria um misto quente, mais um nescau, mais outro copo de nescau. E eu teria me satisfeito no primeiro copo de nescau, sem o misto, mas quem disse que eu conseguia parar?
Depois do último biscoito cream cracker, eu já estava satisfeita. E o outro chamyto na geladeira gritava meu nome, mas eu falei em voz alta (igual uma maluca, de madrugada, de frente pro computador, ok?): -- "Não vou mais comer". E não é que funcionou?

Fiquei das 2 às 5 da manhã sem comer. Minto, comi uma mini fatia de um pão doce que estava abandonado em cima da mesa, mas ainda assim, é uma quantidade infinitamente menor do que eu costumava comer. E até aí, tudo bem. Mas antes de dormir, minha mãe acordou. Eram mais ou menos 6 da manhã e ela decidiu tomar café. Como já faziam mais de 3 horas que eu não comia nada, a fome começou a aparecer... Me espreitando e ameaçando colocar tudo a perder. Mas como eu tinha me decidido que não iria sair da linha e sou uma pessoa teimosa, minha teimosia deveria servir pra algo! Ao invés de atacar o pão francês de farinha branca, o pulei e fui direto pra banana. A primeira banana não matou minha fome, então.... Parti pra segunda! E esse foi meu "café da manhã", sem culpa e sem fome, duas bananas!
Não tenho palavras pra dizer o quão feliz eu fiquei sem ir dormir pesada, com aquela sensação de que tinha comido muito mais do que deveria.

Só que aí eu acordei. Às 14hs, e isso porque eu tinha me decidido à acordar "cedo", pra me forçar a colocar meu horário em dia. Bem mais cedo do nos últimos dias, que eu tenho acordado por volta da 17hs... Enfim, eu acordei, e em cima da mesa da cozinha uma belíssima macarronada me esperava.
"Pronto... Acabou a luta". Juro, foi exatamente isso que eu pensei. Mas a minha teimosia! Aaaaaaah, como eu a amo! Eu iria comer macarrão, sim. É saudável? Não, claro que não é. No entanto, não ia deixar minha paixão por macarrão me derrubar! Resolvi fazer um prato "minimalista". Uma colher de feijão, uma e meia de macarrão e duas de carne moída. Sim, foi o que eu comi.
Já descrente do meu sucesso, comecei a refeição. Não comi salada porque, na minha cabeça torta, massa e salada não combinam! Crente que seria essa a pedra que ia quebrar meu pé no início do caminho, comecei a comer desanimada. E eu juro, de verdade, juro MESMO, não é mentira e não é exagero, também não é auto-sugestão. Bom, talvez seja... O que importa é que funcionou! A comida que antes era uma concha de feijão, várias pegadas de macarrão se tornou tão pouca que me fez desacreditar de que só aquilo tinha me saciado!
E nem é preciso dizer que, hoje sim, estou feliz!

Estou animada pra voltar pra academia, apesar do medo. O medo da desistência no meio do caminho, do desânimo tomar conta de mim... Essas coisas. De qualquer jeito, se nada der errado, hoje estarei lá. E depois de quinze dias tortos, vou me pesar novamente. Torçam por mim!

E vamos ver se dessa vez eu finalmente continuo na linha!

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